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Dicas, Curiosidades e Links Importantes

 

Veja as respostas e curiosidades

 

Aprenda os cortes de algumas carnes

Bombom de Alcatra : apresenta pouca gordura, que ainda deve ser retirada, deixando-a perfeitamente limpa. Deve ser cozida ao ponto ou mal passada. Como as outras carnes de primeira, não deve ser fatiada e sim cortada em pedaços grossos para ser levada ao prato. É a maneira de manter o ponto por fora, na casquinha, e a suculência por dentro.

Picanha: é macia e isto se deve por ser uma carne sem músculos e de alto volume sanguíneo, o que lhe marca o sabor característico. Ela deve ser servida em pedaços grossos e no prato é que se vai cortando em pequenos cubos para comer.
O ponto certo da picanha é o mal passado.

Miolo de Contra filé:é macio, tem sabor acentuado, muito suco e dificilmente se erra no ponto. Deve ser servido ao ponto ou mal passado, sob pena de perder o suco e daí o sabor. Para servir, corte em postas de espessura média.

Maminha: deve ser servida mal passada mas aceita ser servida ao ponto e até bem passada.

Fraldinha:é uma carne muito saborosa, boa de assar mas que não é uma carne popular. Não deve ser passada demais. É uma carne cheia de gorduras e nervos e é preciso ser muito bem limpa para ir até à grelha.

Chuleta: é também uma carne saborosa mas às vezes fica dura ao ser assada. Seu ponto certo é o mal passado.  É entremeada de gordura, que a mantém suculenta.

Costela em Ripa: é a carne mais típica do churrasco. Para os churrasqueiros, churrasco é sinônimo de costela.
Antigamente fazia-se churrasco só de costela e de alguns anos para cá é que foram introduzidos outros tipos de carne. Ela só deve ir ao fogo quando estiver

 

Vai fazer um churrasco? Aprenda a calcular a quantidade de carne necessária.

Calcule 400 g por pessoa (no caso de adultos), é a conta certa para nunca faltar. Mas esse cálculo depende muito do que pensa servir. Quando é a carne com foco especial, esse cálculo funciona bem. Se porém houver um bufê de saladas, as pessoas terão menos apetite para as carnes.

Sendo mais prático, se você fizer, por exemplo, lingüiça fresca, costela de porco e uma carne de boi, a conta por pessoa será a seguinte: 100 g de lingüiça, 200 g de costela de porco (seria 100 g, mas, como metade é osso, calcule o dobro) e 200 g de picanha(por exemplo). Total: 400 g entre lingüiça e outra carne.

Estas são as quantidades necessárias para 250 pessoas:

  • 75 kg de carne
  • 25 kg de lingüiça
  • 750 latas de cerveja
  • 125 litros de refrigerante
  • 750 pães
  • 25 quilos de farofa temperada
  • 19 pacotes de guardanapos
  • 26 panos de prato
  • 250 facas
  • 250 garfos
  • 250 pratos
  • 375 copos pláticos
  • 3.5 kg de sal grosso

 Para a caipirinha:

  • 125 limões
  • 12.5 lt. de pinga
  • 2.5 kg de açúcar

Para o churrasqueiro:

  • 11 sacos de carvão
  • 27 facas
  • 27 garfos
  • 28 pratos

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Acompanhamentos para churrasco

  • Vinagrete: O vinagrete à brasileira é versátil nas mesas de churrasco: acompanha a carne, funciona como molho para a salada, combina com a lingüiça bem assada e até serve como recheio do pãozinho francês.
  • Farofa : aposte em uma farofa simples, com manteiga e cebola, por exemplo.
  • Saladas: Oferecer três tipos de salada é suficiente para um churrasco de médio porte. Não deixe faltar: um mix de folhas verdes; uma receita com carboidrato, como uma salada com batata, arroz ou massa; e uma terceira versão mais transada, combinando legumes crus ou cozidos, folhas, tomate, enfim, o que sua imaginação sugerir. Pode-se tb organizar uma mesa bufê de saladas simples, tipo agrião, cenoura ralada, alfaces, rabanetes, etc. C/ molheiras e molhos diversos.
  • Pratos quentes: dependendo do horário e do público alvo, principalmente se houver muitas crianças, é aconselhável
    incluir arroz, feijão, banana frita, e variações a seu gosto: arroz de carreteiro, pastelzinho, mandioca frita, polenta,
    até macarrão ao sugo. Tudo vai depender da estrutura que será colocada à disposição.


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Quais cortes bovinos tem menos gordura e quais tem mais gordura?

Os cortes de carne magra, que não requerem remoção de gordura pelo consumidor são: patinho, músculo, miolo da paleta, peixinho, coxão mole.

Cortes que após a remoção da gordura visível (subcutânea e intermuscular) resultam em carne magra: contrafilé, acém, pescoço (vendido como lombo pelos açougueiros), lagarto, maminha, miolo de alcatra, fraldinha.

Cortes que apesar de terem gordura entremeada, ficam com menos de 10% de lipídios após a remoção da gordura externa: picanha e coxão duro.

Cortes com mais de 10% de lipídios, em gordura entremeada, impossível de remover-se fisicamente: peito, costela, cupim.

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Qual a forma correta das embalagens para carnes refrigeradas e resfriadas e congeladas?

 A melhor embalagem para carnes congeladas é a de saco plástico apropriado para alimentos, ou seja, de boa densidade. Deve retirar-se o ar depois de colocar os pedaços de carne em seu interior, com o auxílio de uma bomba própria, encontrada em grandes supermercados e lojas de embalagens ou artigos para festas.

Já as carnes resfriadas devem ser colocadas ou na gaveta reservada a elas, existente na maioria das geladeiras. Na falta desta gaveta, coloque-as em recipiente plástico retangular (tipo Tupperware) de tamanho proporcional ao volume da carne. O importante, tanto no congelamento quanto no resfriamento, é manter a carne com o mínimo possível de ar em volta dela, pois o que acelera o deterioramento dos alimentos é a oxidação (provocada pelo oxigênio).

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Qual a parte do boi é mais magra, para alguém que está com o colesterol altíssimo?

A elevação de triglicérides e colesterol circulantes é um indicador de que seus hábitos de vida precisam ser ajustados para que estes valores diminuam, e assim o Sr. fique protegido de consequências danosas para o seu sistema cardiovascular.

Entre estes ajustes, a alimentação deve ser adaptada, e é provável que seja necessário reduzir o consumo de alimentos de origem animal, como o leite e os derivados (manteiga e queijo), carnes, aves e pescados. Isto não quer dizer, necessariamente, que estes alimentos devam ser eliminados de sua dieta.

Outras providências, como a redução da energia total da dieta, e a complementação com outros nutrientes e fibra, podem também ser necessários. Para avaliar adequadamente quais alimentos devem ser restringidos, e em que proporção, recomendamos consulta a um nutricionista, que de posse dos seus exames e por meio de avaliação nutricional, poderá fazer o diagnóstico e definir a conduta mais adequada.

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Qual a origem dos nomes dos cortes de carne bovina?

 Não existe lógica para nomenclatura dos cortes cárneos, a não ser pelo fato de que alguns nomes têm uma relação com a localização anatômica, por exemplo pescoço, paleta, costela, peito, coxão mole e coxão duro, também conhecidos como chã-de-dentro e chã-de-fora, ambos são do coxão ou coxa do boi. Ou ainda a posição em relação a outro corte, por exemplo, o contrafilé que fica em contraposição, ou seja, do lado oposto das vértebras, em relação ao filé ou filé-mignon, e a capa-de-filé, que deve vir de capa-de-contrafilé, porque fica sobre o contrafilé na parte torácica.

Interessante é o caso da picanha, que provavelmente vem de aguilhão ou aguilhada, vara comprida com ferrão na ponta usada para tanger os bois, conhecida no RS e MT como picana; o local mais frequente da aguilhoada, ferroada ou picada viria a ser a picana que deve ter dado picanha.

Outros nomes têm relação com a forma, que "lembraria" um patinho ou um lagarto (tatu no RS), ou um peixinho, ou ainda um número, como o "sete da paleta com osso", onde a escápula secionada transversalmente assume a forma do número sete. Vários outros não têm origem conhecida no Português em uso no Brasil, mas pode ser que tenham sua origem no Português de Portugal, ou até mesmo no Castelhano. No caso do filé, diz-se que vem do francês "filet", mas também pode ser que venha do espanhol "filete", que é uma fatia fina, um friso ou tira.

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Saiba mais sobre as carnes de sol.

Por Licínia de Campos
Integrante do Comitê Técnico do SIC

No país, carnes salgadas típicas podem ser resumidas em carne-de-sol, charque e seus sucedâneos.
A carne-de-sol é um produto tradicionalmente consumido pela população nordestina, sendo considerado um alimento de grande teor calórico-protéico (Nóbrega e Schneider, 1983).
Recentemente, um novo produto salgado surgiu no mercado consumidor. É o jerked beef, cujo processamento se assemelha ao do charque, porém adicionado de nitrito e sempre comercializado embalado a vácuo, e por essa razão ambos serão coletivamente denominados charques, representando um consumo aproximado de 2,0 / 2,5Kg "per capita" (Shimokomaki et al., 1987). 

Tradicionalmente, têm-se utilizado carnes da parte dianteira e ponta-de-agulha do animal para processamento dos charques enquanto que, via de regra, peças de traseiro são empregadas na confecção da carne-de-sol.

Os resultados de atividade de água encontrados por Lira (1998) na carne-de-sol (0,92), evidenciam que trata-se de um produto cárneo levemente salgado, parcialmente desidratado e apenas semi-preservado pela salga. A carne-de-sol, ao contrário dos charques, cuja atividade de água está em torno de 0,75 (Shimokomaki et al., 1998), não se enquadra no conceito de Hurdle Technology, uma vez que não se trata de um produto cárneo de umidade intermediária, estável a temperatura ambiente pela ação de um ou mais obstáculos adicionais.

FONTE: SIC e Revista Higiene Alimentar


Carne Seca, Carne de Sol e Charque. Qual a Diferença?

A diferença reside basicamente na técnica de preparo. Todas são feitas com carne bovina, sendo que a carne de sol, depois de cortada, é ligeiramente salgada e deixada em locais cobertos e bem ventilados. Como exige um clima muito seco, o preparo da carne de sol só é possível nas regiões semi-áridas do Nordeste. A secagem é rápida, formando uma espécie de casca protetora que conserva a parte de dentro da carne úmida e macia. Dos três tipos de carne desidratada, é a que cozinha com maior rapidez.

Já a carne seca, também conhecida como carne-de-vento, carne-do-sertão, carne-do-Ceará, carne-do-Sul, ou jabá (do tupi yaba ou jabau, que significa fugir, esconder-se), é esfregada com mais sal e empilhada em lugares secos. As "mantas" de carne são constantemente mudadas de posição, para facilitar a evaporação. Em seguida elas são estendidas em varais, ao sol, até completar a desidratação.


O charque, típico da região Sul do Brasil (o nome vem do dialeto quíchua xarqui, língua dos índios que habitavam a região dos Andes), é preparado de modo similar ao da carne seca. O diferencial está na maior quantidade de sal e de exposição ao sol ao qual o charque é submetido, o que lhe garante uma maior durabilidade.
 

FONTE: Sadia

Você conhece charque? E carne-de-sol?

Tanto o charque quanto a carne-de-sol são produtos típicos nacionais preparados com carne bovina submetida a dois processos: salga e secagem. O alimento passa a ter maior durabilidade sem a necessidade de refrigeração, diferentemente da carne fresca que deve ser refrigerada ou congelada até o preparo para consumo.

Qual a diferença entre charque e carne-de-sol? Como são feitos?

Para se fabricar a carne-de-sol, submete-se a carne bovina a um leve processo de desidratação e salga, obtendo-se um produto com características muito semelhantes à carne fresca que dura até 72-96 horas em temperatura ambiente.

O sal utilizado na produção de carne-de-sol é mais fino do que o usado para produzir charque. A carne-de-sol é bastante consumida na região nordeste do Brasil, onde se utiliza tanto carne bovina quanto caprina. Apesar do nome 'carne-de-sol', ela é raramente exposta ao sol no processo de desidratação; do contrário ela é deixada em locais cobertos e bem ventilados, permitindo uma secagem gradual e controlada.

Portanto o antigo nome 'carne-de-vento' expressaria melhor o processo pelo qual a carne-de-sol é preparada. A carne de sol é feita a partir de cortes de toda a carcaça bovina, tendo umidade de 64-70% e teor de sal de 5-6%.

O charque, do contrário, é feito somente de carne bovina. O charque tem processo de secagem e salga mais intensos, aumentando seu tempo de prateleira para até 3 ou 4 meses em temperatura ambiente e acentuando sabor e odor característicos.

Os cortes têm tamanho uniforme e a carne segue os processos de salga úmida, salga seca, lavagem, secagem (que pode ser com exposição ao sol ou em estufa) e empacotamento. O charque é geralmente preparado de cortes da ponta de agulha, e em menor proporção do dianteiro bovino. Tem teor de umidade de 44-45% e teor máximo de sal de 12-15%. Quando embalado à vácuo, o charque tem durabilidade de 180 dias. A cor é mais amarronzada do que a carne-de-sol.

E nas diversas regiões do Brasil, o nome é o mesmo?

O charque e a carne-seca são amplamente consumidos no Brasil e têm nomes diferentes conforme a região. Alguns dos nomes são:

CHARQUE: carne-seca, carne-do-sertão, xergão, chalona, xarqui, jabá ou paçoca.

CARNE-DE-SOL: carne-de-sertão, carne serenada, carne-de-viagem, carne-mole, carne-do-vento, cacina ou carne acacinado.

 A salga e secagem são as únicas formas de conservação de carne?

Não. Além de salga e secagem, outras formas de conservação de produtos cárneos incluem o uso de conservantes como os nitratos e nitritos na chamada cura seca, cujo exemplo é o presunto cru, ou em combinação com uma fermentação lática, como nos salames, ou ainda com o cozimento, que resulta nos embutidos curados como as salsichas; há ainda a defumação geralmente associada ao cozimento, como no bacon, presunto natalino ou tender e uma variedade de embutidos defumados, e a esterilização de conservas enlatadas como o corned beef, que é uma carne picada, pré-cozida, curada com nitrito, enlatada e esterilizada.

Você sabia que o charque faz parte da história do Brasil?

O charque tem um papel muito importante na história e economia brasileiras, viabilizando a expansão da criação de gado e a fixação de habitantes em zonas rurais. Não é difícil imaginar que há até algumas décadas atrás não havia eletricidade em grande parte do país, particularmente nas zonas rurais, tornando o charque uma deliciosa opção de preservação de carne para quem não dispunha de geladeira. Além do que as famosas 'charqueadas' do sul do Brasil no século 18 trouxeram desenvolvimento e riqueza para a região sul do estado do Rio Grande do Sul.

Hoje o charque ainda é bastante consumido, por ser uma carne muito saborosa e com excelentes aplicações culinárias. O charque permanece uma ótima opção para os consumidores que vivem em locais de difícil acesso ou com condições de transporte e refrigeração mais precárias, além de ser um bom produto de exportação para o Brasil.

A história do jerked beef nacional
Um sucedâneo do charque criado a partir de uma fraude
Pedro Eduardo de Felício
 

O jerked beef nacional tem com uma história muito interessante que começa com a aceleração dos fluxos migratórios do Nordeste e crescimento da demanda por charque no Sudeste; passa por uma série de apreensões de produtos análogos, porém adulterados, e termina com a aprovação pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), de um sucedâneo curado com nitrato/nitrito, feito de espessas mantas de carne de dianteiro e partes do traseiro bovino.

Em decorrência da demanda crescente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, os fabricantes de charque começaram, no início dos anos 70, a reivindicar a aprovação de um produto, para comercialização regional, com teor de umidade maior do que o permitido, pois este podia prescindir da alta estabilidade, só obtida na prolongada fase de secagem. Tal aprovação representaria redução de custos financeiros, aumento da produtividade das fábricas e maior rendimento do processo de elaboração.

Surge, então, sem permissão legal, um análogo do charque com teores variáveis de umidade, bem maiores do que os 45% (com 5% de tolerância) permitidos. Mas este produto, que chegou a ser conhecido como “charque frescal”, ao corte apresentava uma coloração interna marrom, nada atrativa, e deteriorava-se com facilidade.

É nesse ponto que entram em cena o nitrato e o nitrito de sódio, usualmente empregados no processamento de carne suína. Com esses agentes de cura, mesmo em concentrações muito inferiores àquelas dos presuntos e embutidos diversos, os fabricantes conseguiram imitar a cor vermelha do charque tradicional. Já o problema de má conservação seria resolvido mais tarde com a embalagem a vácuo.


Entretanto, o Ministério da Agricultura recusava-se a aprovar o emprego de agentes de cura, seja porque queria preservar a identidade do charque tradicional, seja porque à época (1974/1975) havia, e ainda hoje há, uma grande preocupação com os níveis de nitrito residual e com a presença de nitrosaminas em produtos cárneos (Santos, J. Christovam. Comunicação pessoal, 2002).
 

As nitrosaminas são compostos carcinogênicos, formados nas reações químicas entre nitrito e aminas secundárias da carne.
Depois de diversas apreensões do produto adulterado, o DIPOA aprovou, em 1978, a cura com nitrato/nitrito, mas manteve o teor máximo de umidade em 45%, que obviamente não foi respeitado. Para diferenciar do original era preciso dar um nome comercial à imitação, ora classificada na categoria das carnes salgadas, curadas e dessecadas, e o escolhido foi jerked beef, derivado de jerky, que era como os marinheiros ingleses pronunciavam charque no século 18.
 

Com a aprovação pelo DIPOA vieram as normas de fabricação, exigindo desossa e salga em ambientes climatizados, varais telados para a secagem e embalagem a vácuo. Contudo, parte das exigências foi relaxada e o teor de umidade ficou de ser revisado na primeira oportunidade, que só veio a ocorrer 12 anos depois, em agosto de 2.000, quando o limite máximo de umidade do jerked beef foi oficialmente aumentado para 55%.


Eis aí um novo produto de carne bovina desenvolvido por vias tortas, mas que deu certo porque, em geral, o jerked beef embalado a vácuo é de boa qualidade, segue um padrão técnico de elaboração e tem identificação no rótulo para que os consumidores saibam que não estão comprando o charque verdadeiro, de sabor característico, mas sim o seu desenxabido análogo de nome inglês.

FONTE: Professor-associado da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp. Artigo publicado na Revista ABCZ, ano 2, n.7 (mar./abr.), p.98, 2002.
 

O que é o beef jerky?
O beef jerky encontrado em vários países do exterior é totalmente diferente do nacional. O beef jerky foi criado pelos cowboys americanos, e nada mais é do que uma carne seca vendida como lanche (snacks), geralmente em formato de palitinho embalado à vácuo e já pronto para consumo. Pode ser aromatizado com diversos sabores e não exige refrigeração.
 

Dicas de uso
Antes do preparo, a carne-de-sol deve ser imersa em uma vasilha com água por aproximadamente duas horas, para reidratá-la e reduzir o teor de sal. O aspecto final será bastante semelhante à carne fresca.


O charque também deve ser colocado em água por várias horas (de um dia para outro), podendo-se deixar a vasilha na geladeira. Posteriormente ferve-se a carne por alguns minutos, e trocando-se a água por duas ou três vezes, elimina-se o excesso de sal. Seu sabor é mais acentuado e adiciona um toque especial a vários pratos de nossa culinária, como a feijoada.


http://www.sic.org.br
 

Um balão cheio de vácuo em vez de hélio flutuaria?

Se você leu o artigo Como funcionam os balões de hélio, então, você sabe que 1litro de ar no nível do mar pesa cerca de 1,25 gr. Um litro equivale a 1.000 cm³ - o tamanho de uma garrafa de refrigerante de 1 litro. Um litro de hélio, por outro lado, pesa aproximadamente 0,18 gr. Se você pesar uma garrafa de 1 litro cheia de ar e a mesma garrafa cheia de hélio, essa terá cerca de 1,07 gr a menos.

Se a própria garrafa tivesse menos de 1gr, você não conseguiria pesá-la de nenhum jeito - ela flutuaria. Você poderia virar a escala de cabeça para baixo e colocá-la sobre a garrafa flutuante para verificar seu peso negativo. Geralmente, um balão tem que ter vários litros de tamanho antes que a diferença de peso de 1 gr por litro de hélio x ar seja suficiente para superar o peso do próprio balão e flutuar.


Se você pudesse, de algum modo, encher uma garrafa de 1 litro com vácuo, ela flutuaria ainda melhor. Um vácuo perfeito pesa zero grama, então, 1 litro de vácuo perfeito pesa 0,18 gr menos do que 1 litro de hélio. O problema, naturalmente, é que construir um recipiente leve que possa suportar um vácuo não é tão fácil quanto fabricar um envelope de tecido que possa suportar hélio. A frase a natureza tem aversão a vácuo resume muito bem isso. Entretanto, se pudesse calcular uma maneira de fazer isso, você seria determinado - seu balão de vácuo flutuaria!


Note que você não precisaria ter um vácuo perfeito. Qualquer ar que você tirasse do envelope diminuiria o peso e o faria flutuar.

http://ciencia.hsw.uol.com.br/questao194.htm   

Se a natureza tem aversão a vácuo, por que o vácuo espacial não absorve toda a atmosfera da terra?

Com base em nossa experiência com a natureza, a impressão é que ela realmente tem aversão a vácuo. Se você criar um vácuo dentro de um recipiente aqui na Terra, a natureza rapidamente encherá este recipiente com ar, se você permitir (por exemplo, perfurando o recipiente).


Por outro lado, sabemos que o espaço sideral é um vácuo gigante, ele é infinitamente maior que a Terra, de modo que 99,999999....% de nosso universo é um vácuo. Com base nisso, o ideal é dizer que a "natureza ama o vácuo". Então, por que o vácuo do espaço sideral não absorve nossa atmosfera?


Digamos que você está na Terra segurando uma garrafa de vidro. Se você prender a garrafa a uma bomba de vácuo e tirar todo o ar e em seguida você fechar a garrafa, ela ficará com um vácuo. Se você fizer um furo nesta garrafa, o ar entrará. Isso ocorre devido à pressão atmosférica ao redor da garrafa. Na Terra, estamos todos rodeados de ar, que sobe muitos quilômetros acima de nós. As moléculas de ar ficam umas sobre as outras e criam uma pressão de 14,7 psi ou 1 atm (que equivale a
1,033 kgf/cm2, ou seja, quilogramas-força por centímetro quadrado) ao nível do mar. Quanto mais alto você subir na atmosfera, menor será a camada de moléculas e menor a pressão.
 

 Pressão atmosférica a várias altitudes

  • Nível do mar - 14,7psi - 1 atm
  • 3.000m - 10,2psi - 0,69 atm
  • 6.000m - 6,4psi - 0,44 atm
  • 9.000m - 4,3psi - 0,29 atm
  • 12.000m - 2,7psi - 0,18 atm
  • 15.000m - 1,6psi - 0,11 atm
     

Ao nível do mar, é o peso de todas essas moléculas sobre a garrafa (1,033 kg/cm2) que as força para dentro do vácuo perfurado.


Se viajasse em um foguete à margem da atmosfera, você descobriria que não há pressão atmosférica. Ao contrário, as moléculas de ar individuais ficam se movendo no vácuo espacial. As moléculas podem mover-se para qualquer lugar, mas elas tendem a seguir em direção à Terra, pois a gravidade da Terra age sobre elas assim como age sobre qualquer coisa que tenha massa. A razão de o vácuo espacial não atrair as moléculas é o fato de não haver sucção para o vácuo espacial - não há pressão atmosférica que force as coisas para o vácuo. O que há no espaço são as moléculas que percorrem este vácuo.


Você pode ver que não há risco de o vácuo absorver nossa atmosfera, mas existe outra força que poderia roubar nossa atmosfera. Essa força é chamada de vento solar. Felizmente, a atmosfera é protegida contra o vento solar pelo campo magnético da Terra.


http://ciencia.hsw.uol.com.br/questao200.htm

 

 

Carne bovina. Você sabe comprar?

Todo consumidor que vai a um mercado ou a outro estabelecimento comercial com o intuito de adquirir qualquer produto, especialmente se for um alimento, deve ter o máximo de atenção e cuidado. Essa regra vale, e muito, quando se fala em carne bovina.

A seguir, o Serviço de Informação da Carne (SIC), entidade sem fins lucrativos que trabalha para a valorização da carne bovina, através da informação sobre os seus benefícios, traz algumas dicas preciosas para quem for comprar o produto:
 

 Passo-a-passo:

  • Em primeiro lugar, procure comprar a carne bovina em um estabelecimento de sua confiança, que tenha condições sanitárias adequadas;
     
  • A carne bovina fresca tem características próprias, que a tornam fácil de ser reconhecida: Perceba se a carne tem a coloração vermelho-cereja brilhante, odor característico de carne fresca e uma certa elasticidade, capaz de fazê-la ceder à pressão dos dedos. A gordura deve ter coloração amarelo-clara, próxima à tonalidade da manteiga;
  • Se for embalada a vácuo, entretanto, é normal que a cor seja mais escura, o que não significa que o produto está deteriorado;
  • É imprescindível verificar a data de validade do produto, que, por lei, deve estar impressa no rótulo da embalagem;
  • Não é recomendável adquirir carne com excesso de líquido dentro das embalagens, manchas esverdeadas, ou se a embalagem não estiver bem aderida ao produto;
  • Se a carne for congelada, leve-a ao congelador de sua casa, no máximo, uma hora após a compra;
  • Dê preferência pelas carnes embaladas, tanto a vácuo como em pequenas bandejas;
     

 Condições no local de compra

Adquira carnes em estabelecimentos de sua confiança, fique atento para a higiene do local, que é um indício do produto que está à venda. Opte por açougues com paredes azulejadas e pisos de cerâmica, que sejam higiênicos, com balcões e instalações limpas.

Evite carnes dependuradas em ganchos. As carnes devem permanecer refrigeradas, e não expostas ao ambiente. No local de compra, verifique se o balcão frigorífico é mantido em temperatura constante. O excesso de produtos expostos nos balcões refrigerados prejudica a circulação do ar frio, comprometendo a conservação dos alimentos. Se for açougue, lembre-se de que os funcionários devem ter os cabelos presos ou usar toucas, assim como uniformes brancos e limpos.

“Um dos papéis principais do SIC é orientar o consumidor sobre todos os aspectos que envolvem a carne bovina, principalmente na hora de se adquirir o produto, estimulando o consumo. A dona de casa bem informada sobre os principais aspectos que devem ser levados em consideração na hora da compra, faz com que o fornecedor eleve o padrão de carne que está sendo vendido”, explica Leandro Bovo, gerente-administrativo do SIC.
 

Texto Assessoria de Comunicações (tel. 11 3675-1818)
Jornalista Responsável: Altair Albuquerque (MTb 17.291)
Coordenação: Paulo Tunin (paulo@textoassessoria.com.br)
 

Alimentos trangênicos. O que são?

03/09/2008 - 10h57
da Folha Online


Os alimentos transgênicos estão por toda parte --em campos de cultivo, nos alimentos importados, nos tribunais, na imprensa, no Congresso. Marcelo Leite, colunista da Folha, desvenda o tema no livro "Alimentos Transgênicos", da coleção "Folha Explica" da Publifolha. A introdução pode ser lida abaixo.
 

O autor explica de forma didática o que são os transgênicos (os organismos que contêm um ou mais genes transferidos artificialmente de outra espécie), como eles surgiram e o que já se sabe sobre seus efeitos.


Como o nome indica, a série "Folha Explica" ambiciona explicar os assuntos tratados e fazê-lo em um contexto brasileiro: cada livro oferece ao leitor condições não só para que fique bem informado, mas para que possa refletir sobre o tema, de uma perspectiva atual e consciente das circunstâncias do país.
 

Confira a introdução do "Folha Explica Os Alimentos Transgênicos":
 

A explosão dos transgênicos


A descoberta de que os alimentos transgênicos estavam muito perto de chegar ao mercado caiu como um obus sobre a sonolenta opinião pública brasileira no segundo semestre de 1998. A perspectiva de passar a ingerir vegetais geneticamente modificados despertou no imaginário das pessoas vagos fantasmas associados com a energia nuclear: uma tecnologia incompreensível, fora de controle público e capaz de pôr em circulação ameaças invisíveis contra a saúde humana e o ambiente.


Motivado sobretudo pela ignorância sobre os fundamentos dessa tecnologia e pela surpresa desagradável de vê-la tão perto do próprio corpo sem prévio aviso, o temor se difundiu rapidamente. Em questão de semanas, era assunto obrigatório nas redações de jornais e revistas, nos programas de televisão e nas festas - em particular, jantares. O assunto foi dado como favas contadas no vestibular.

Um estilista anunciou que criaria "roupas transgênicas". Até as histórias em quadrinhos, oráculos dos humores da sociedade, despertaram para o que parecia ser um desastre à espreita, como nestas tiras de Angeli e Laerte publicadas pela Folha de S.Paulo.
 

Todo mundo queria saber: afinal, os transgênicos fazem mal ou não? Como quase sempre ocorre no mundo da ciência, não há uma resposta clara, muito menos definitiva, para essa pergunta. Por mais angustiante e urgente que ela seja, anos de debate ainda não foram suficientes para esclarecê-la. Este livro pode apenas ajudar os aflitos e interessados a localizar algumas das respostas parciais disponíveis, muitas vezes conflitantes, e a refletir sobre elas. Oxalá isso seja o bastante para que tirem suas próprias conclusões.


A única promessa do texto é tentar manter eqüidistância dos extremos fundamentalistas --de um lado, a confiança cega da indústria biotecnológica na segurança da engenharia genética; de outro, a desconfiança alarmada e nem sempre bem informada da militância verde. Sua única conclusão: a querela dos transgênicos constitui provavelmente só o primeiro debate de uma longa série que a opinião pública de qualquer país, desenvolvido ou não, terá de encarar, e nos quais a ciência será ingrediente fundamental. Os transgênicos serão apenas o aperitivo de uma dieta indigesta para quem não for capaz de acompanhar a marcha da tecnociência e, sobretudo, entender a revolução genética na biologia.
 

Humanos sobrevivem no vácuo?

No imaginário popular um humano deixado no vácuo, sem proteção, iria morrer instantaneamente; ou com uma explosão do corpo com pedaços voando para todos os lados, ou com o sangue entrando em ebulição. Tudo isso rechado com efeitos bem ‘Hollyudianos’.


Tirando um pouco o peso da culpa dos filmes, no 2001: Uma odisséia no espaço uma cena mostra um astronauta sobrevivendo a uma curta exposição em ambiente com vácuo. O filme está correto e é realmente possível sobreviver por curtos segundos nestas condições extremas.


A NASA realizou estudos em cobaias (nada feito com humanos) e alguns dados estão disponíveis no livro Bioastronautics Data Book.
 

Você sobreviveria?
Algum grau de consciência seria mantido por 9 a 11 segundos. Em uma rápida sequência uma paralisia seria seguida por convulsão generalizada e novamente paralisia. Durante este tempo, vapor d’água seria rapidamente formado em tecidos moles e menos rapidamente em sangue venoso. A evolução deste vapor causaria um inchamento do corpo talvez a duas vezes o tamanho normal a menos que seja restringido por alguma roupa de pressão. A velocidade do coração pode inicialmente aumentar, mas iria cair rapidamente após este curto período. A pressão arterial também cairia por um período de 30 a 60 segundos, enquanto que a pressão do sangue venoso aumentaria devido a formação de vapor.

A pressão venosa alcançaria ou excederia a pressão arterial dentro do intervalo de um minuto. Neste ponto a circulação sanguínea cessaria. Após um fluxo forte de gás do aparelho respiratório durante a descompressão, gás e vapor iriam continuamente fluir para fora do corpo por meio das vias aéreas.

Esta contínua evaporação resfriaria a boca e nariz até temperaturas próximas do congelamento; o restante do corpo também seria resfriado, mas mais lentamente.
Cook e Bancroft (1966) reportaram ocasional morte de animais devido a fibrilação do coração durante o primeiro minuto de exposição em condições próximas a do vácuo. Contudo normalmente a sobrevivência é esperada se a recompressão ocorrer dentro de aproximadamente 90 segundos. Uma vez o coração parado, a morte era inevitável, mesmo com tentativas de ressucitação.


No caso de uma recompressão a respiração pode voltar naturalmente e problemas neurológicos, incluindo cegueira e outros efeitos na visão são frequentes, mas normalmente desaparecem com certa rapidez.
 

O sangue entraria em ebulição?
Não. Mesmo com a queda de pressão, a temperatura do corpo não seria suficiente para ebulir o sangue nestas condições. Isto ocorre pois ainda existe alguma resistência dos vasos sanguíneos, que impedem a queda brusca de pressão.


Adaptado de
http://www.sff.net/people/Geoffrey.Landis/vacuum.html 
  

Sabe qual é o animal que sobreive a dez dias de vácuo e radiação no espaço?

Um pequeno passo para um tardígrado, um grande mistério para os biólogos. Os tardígrados são os primeiros animais a serem expostos ao ambiente mortal do espaço e sobreviverem. Apenas bactérias e líquens já haviam conseguido sobreviver ao vácuo e a radiação extremas fora da atmosfera da Terra.

Amostras desses invertebrados foram postas em órbita dentro da cápsula Foton-M3, da Agência Espacial Européia, em 14 de setembro do ano passado.


Menores que um milímetro e meio, os tardígrados estão acostumados com longos períodos de anos de seca, durante os quais permanecem inertes e desidratados, para voltarem à vida depois.


Pesquisas anteriores haviam demonstrado que os tardígrados resistem a extremos de calor, frio e radiação.
Ingemar Jönsson, da Universidade de Kristianstad (Suécia) e seus colaboradores resolveram então fazer o bicho passar pela prova final: sobreviver no espaço.


O pesquisadores relatam as conclusões do projeto Tardis (Tardígrados no Espaço) hoje na revista "Current Biology".


Durante dez dias, amostras de duas espécies de tardígrados dissecados passaram por diferentes níveis de exposição ao ambiente espacial. Algumas amostras foram expostas somente ao vácuo, enquanto outras ficaram sem proteção nenhuma contra intensidades de radiação ultravioleta mil vezes maiores que as na superfície da Terra.


Recuperadas depois de cair no Kasaquistão, as amostras foram reidratadas em laboratório. Os tardígrados expostos somente ao vácuo não só sobreviveram como produziram filhotes.


Da amostra mais maltratada pelo vácuo e a radiação sobreviveram apenas três, cujos ovos, porém, não eclodiram. "Como esses animais sobreviveram permanece um mistério", escrevem os pesquisadores no artigo. 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u442937.shtml

 

Como se obtém o queijo minas frescal?

É um dos queijos mais populares do Brasil. O queijo Minas Frescal tem alto teor de umidade, massa branca, consistência mole, textura fechada com algumas olhaduras irregulares, sabor suave a levemente ácido.


É obtido da simples coagulação do leite com ácido láctico ou fermento. Sua produção é disseminada e por isso tem considerável variação no padrão. Tradicionalmente é comercializado em formas de meio kilo ou em formas de 3 kilos, que são vendidas fracionadas. É um queijo fresco, sem nenhuma maturação e apresenta uma validade curta (até 20 dias).


É também conhecido como queijo branco, queijo Minas ou frescal.
Hoje, formas mais modernas de produção preparam o minas frescal através da ultrafiltração, processo que confere à massa uma textura mais sólida e fechada e uma validade maior, além de um padrão uniforme de sabor. Podem pesar cerca de 3 kilos, 500g, 250g e até 65 g. Apresentam-se em formas ou em potes plásticos.

http://www.engalimentos.com.br

 

É possível comer bem sozinho?

É possível (sim!) comer bem e sozinho. Com um mínimo de planejamento, você vence a preguiça e ainda desfruta de uma alimentação saudável e balanceada. Confira aqui!

POR WIVIAN MARANHÃO
 

Quem mora sozinho entra em crise, quando o assunto é comida. Olhar para a cozinha e pensar em fazer alguma coisa na correria da manhã ou à noite, quando chega cansado do trabalho, é desanimador. Além disso, é difícil saber direito o que comprar e muita coisa acaba estragando na geladeira e despensa. O resultado não poderia ser mais perigoso: um exagero nos pratos delivery, sanduíches ou aquele congelado que vai direto para a frigideira, esbanjando óleo. Isso significa a ingestão de alimentos com baixa qualidade nutricional e até prejudiciais ao organismo, sem falar de uma futura obesidade.

A boa notícia é que isso pode mudar. Atitudes muito simples produzem milagres, como fazer as compras certas e introduzir substituições que permitem adotar um cardápio saboroso e fácil de jogar para a rotina. VivaSaúde pediu para Daniela Jobst, especialista em nutrição funcional e fisiologia do exercício pela Escola Paulista de Medicina, elaborar um plano de uma semana, que pode ser reinventado, criando o seu próprio cardápio. Segundo a nutricionista, o roteiro alimentar, de 1200 calorias, contempla todas as necessidades diárias de nutrientes do organismo. “Ele contém carboidratos, vitaminas, minerais e especialmente fitoquímicos, que, hoje em dia, são os mais importantes. Trata-se do princípio ativo de cada alimento, que tem uma função especial. Como o licopeno, presente no tomate, flavonóide que ajuda na prevenção de câncer de próstata”, exemplifica.

PARA UMA COMPRA INTELIGENTE E NUTRITIVA

● Mesmo morando sozinho, tente montar o cardápio da semana. Isso vai facilitar na hora da compra.
● Atenção para a data de validade: como alguns produtos possuem vencimento muito curto, você terá um prazo muito pequeno para consumi-los.
● No supermercado, evite as guloseimas: quem faz compras sozinho geralmente não resiste às tentações. Passe longe desses alimentos e dê prioridade aos mais naturais.
● Escolha alimentos saudáveis: abuse das frutas, legumes e verduras já cortados e acondicionados em bandejinhas, cereais integrais, sementes oleaginosas, leite e iogurte desnatados, frutas secas e sucos de frutas.
● Evite produtos industrializados.
● Legumes cozidos e embalados a vácuo são ótimas opções, com exceção da cenoura e da beterraba, pois perdem seus nutrientes.
● Pratos vendidos em rotisseria são recomendados e podem ser comprados por porções individuais.
● Bifes já temperados, quibes integrais pré-assados e hambúrgueres de carne bovina ou à base de tofu, feitos e acondicionados em bandejinhas pelo próprio supermercado, são opções práticas e saudáveis.
● Invista numa grelha de ferro ou de revestimento antiaderente. O artefato é indispensável para quem quer fazer refeições rápidas.
 

fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/56/artigo67927-1.asp

 

 
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